Mesmo com a aprovação da troca da aposentadoria, em julgamento
nesta quarta (7/5) no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o aposentado que
trabalha não tem assegurado o direito a um novo benefício. Isso porque a
questão ainda deve ser julgada no STF (Supremo Tribunal Federal), que já
analisa o assunto em outro processo.O recurso extraordinário foi retirado de
pauta com a aposentadoria do ex-ministro Carlos Ayres Britto em novembro e só
deve ser analisado com a indicação do novo ministro para a vaga, que herdará a
relatoria.No processo no STF, o tribunal irá julgar se o aposentado pode
renunciar a benefício já concedido. Caso decida que não, a troca da
aposentadoria, autorizada pelo STJ, perde a validade.
Além
disso, o processo no STF foi definido como de repercussão geral. Nesses casos,
o Supremo também analisa o impacto econômico que a medida pode causar.Hoje, o
aposentado que trabalha paga as contribuições ao INSS (Previdência Social), mas
não tem nenhuma contrapartida. O valor não é somado à aposentadoria e ele não
recebe o valor de volta ao deixar o trabalho.A troca do benefício permite
incluir no novo cálculo as contribuições pagas após a concessão da primeira
aposentadoria. Além disso, o segurado faz novo pedido com mais idade, o que
reduz o impacto do fator previdenciário. Os tribunais de instâncias inferiores
são orientados a seguir a decisão do STJ, mas, para a advogada especialista em
Previdência Marta Gueller, não é possível afirmar como essas cortes vão agir. "O
TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que atende os Estados do Sul] já
entende como o STJ, então deve continuar dando a troca de aposentadoria",
disse.O INSS afirmou que vai recorrer da decisão do STJ.Para obter o novo
benefício, o aposentado deve entrar na Justiça.O advogado Daisson Portanova
recomenda que isso seja feito o quanto antes, pois, se concedido futuramente, o
benefício vai ser retroativo à data do pedido. O governo estima em R$ 70
bilhões o custo só com as 24 mil ações que já tramitam na Justiça.
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