O governo vai implantar duas
medidas para tentar atrair mão de obra estrangeira qualificada e facilitar a
vida das empresas que estão procurando profissionais especializados: reduzir os
documentos exigidos para visto e permitir "estágios" de estudantes de
pós-graduação.
A publicação no "Diário
Oficial" da União está prevista para hoje. As medidas vinham sendo
estudadas desde o final do ano passado, como antecipou a Folha em dezembro. As regras
aprovadas, no entanto, ficaram aquém das propostas feitas pela Secretaria de
Assuntos Estratégicos da Presidência.
As
propostas originais permitiriam que profissionais altamente qualificados
obtivessem visto mesmo sem contrato de trabalho e não obrigavam mais um
estrangeiro a sair do país e pedir novo visto cada vez que mudasse de empresa
ou de cargo. As mudanças aprovadas esta semana pelo Conselho Nacional de
Imigração reduzem a burocracia para pedidos de vistos de trabalho temporários e
permanentes.
Até
agora, o trabalhador estrangeiro que queira pedir visto precisa entregar no
consulado brasileiro de sua região papeis como diploma e um comprovante de
experiência, que serão avalizados. Essa fase pode demorar até 30 dias. Depois,
é preciso traduzir a documentação. Só então o processo começa a tramitar no
ministério, que tem cerca de 20 dias para avaliá-lo e conceder o visto.
O Brasil exige hoje em média 19
documentos ao imigrante em busca de visto de trabalho -no México e no Canadá,
são 8; no Reino Unido, 12; na Austrália e no Chile,13.
Com isso,
a obtenção de visto de trabalho leva, em média, 52 dias. Na Austrália, são 30
dias, e, no México, 40.
Nenhum comentário:
Postar um comentário