quarta-feira, 28 de novembro de 2012

28/11 – Trabalhadores dos setores públicos e privados se unem pela anulação da Reforma da Previdência, fim do Fator Previdenciário e contra acordo coletivo que flexibiliza direitos


Cerca de mil manifestantes de diversas categorias dos setores públicos e privados promoveram nesta quarta-feira, em Brasília, um ato pela anulação da Reforma da Previdência, pelo fim do Fator Previdenciário e contra proposta de acordo coletivo que prevê a flexibilização de direitos trabalhistas assegurados pela Constituição. A Condsef participou da atividade (foto) que aconteceu em uma estrutura montada em frente ao Congresso Nacional e reuniu servidores das esferas Federal, Estadual e Municipal, além de profissionais de diversas áreas como professores, metalúrgicos e tantos outros trabalhadores. Outras atividades que unificam as bandeiras de luta dos trabalhadores dos setores público e privado devem ocorrer ao longo de 2013. Além de permanecer promovendo uma luta constante nos estados, há a previsão de que uma grande marcha unificada em defesa dos trabalhadores ocorra em Brasília no início do mês de abril. Além da luta pela anulação da Reforma da Previdência, comprovadamente aprovada no Congresso Nacional com o auxílio da compra de votos, e a busca pelo fim do Fator Previdenciário, os trabalhadores lutam fortemente contra o ressurgimento de um projeto que propõe a flexibilização de direitos trabalhistas por meio de acordos coletivos de trabalho. Fomentado durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o projeto de lei que previa “ajustes” em direitos trabalhistas mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, chegou a ser retirado de tramitação em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ocorre que quase dez anos depois, o projeto considerado inconstitucional, que foi fortemente combatido pelos trabalhadores e que contou com reprovação inclusive da OIT (Organização Internacional do Trabalho), reapareceu ao cenário este ano trazido pela direção do Sindicato de Metalúrgicos do ABC Paulista. Ao mesmo tempo em que a origem da proposta estarrece os trabalhadores, unifica ainda mais a categoria para voltar a combatê-la e impedir que direitos, incluindo saúde e segurança no ambiente de trabalho, sejam passíveis de anulação através de um acordo coletivo. É disso que se trata essa luta: o negociado jamais pode se sobrepor ao legislado.
27/11 – Sem priorizar setor público e com mais de R$80 bi desviados por corrupção, Brasil é o pior país no retorno à sociedade dos impostos pagos
Na semana em que mais um escândalo de corrupção ocupa os noticiários brasileiros com a operação da Polícia Federal que investiga duas organizações criminosas - formadas por doleiros e pessoas infiltradas no setor público que vendem informações sigilosas - o Brasil aparece em um estudo realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) como o pior país no retorno à sociedade dos impostos pagos pela população. Não por acaso essas informações estão relacionadas. Há anos, o governo não prioriza o setor público e apresenta sempre os servidores como responsáveis pelo desequilíbrio da balança comercial. Enquanto procura desculpas e coloca trabalhadores públicos de carreira como bodes expiatórios de problemas criados por má gestão pública, outro dado assusta. Um instituto levantou recentemente que a corrupção desvia mais de R$ 80 bilhões todo ano do orçamento brasileiro. Uma verba que deixa de ser investida e que resolveria inúmeros problemas.Outro aspecto que liga essas informações e que precisa ser esclarecido é que não raro investigações, como esta nomeada de Operação Durkheim, apontam a participação de servidores no esquema. Neste aspecto, a Condsef alerta que em mais de 90% dos casos observa-se que os culpados são indicados políticos e não servidores de carreira. Todos aqueles servidores concursados que são pegos em esquemas ilícitos estão sujeitos à penalidade máxima e, se têm a culpa comprovada, são exonerados de seus cargos. Em contrapartida, dificilmente vê-se um indicado político pagar devidamente pelos erros que cometeu. É justamente para garantir que o setor público funcione com menor possibilidade de fraudes e corrupção que a Condsef defende a presença de servidores concursados de carreira atuando em todas as frentes da administração pública. Com carreiras competitivas, garantia de qualificação e investimento adequado, dificilmente servidores públicos serão cooptados a crimes de lesa pátria. E é fundamentalmente para proteger e garantir o bem maior da população que os servidores de carreira trabalham. Para tirar Brasil do posto de país que pior trata sua população – São os investimentos públicos adequados que podem assegurar que a população tenha acesso a serviços de qualidade, recebendo de volta aquilo que a União recolhe em impostos. Mudanças profundas e vontade política são essenciais para garantir um cenário diferente e fazer com que estudos que envolvam análise de Carga Tributária em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) não coloquem o Brasil no posto do país que pior trata sua população.

23/11 – Planejamento reafirma que textos de GQ´s que aguardam regulamentação não devem sofrer mudanças e passam a valer a partir de janeiro de 2013.
Acompanhada de representantes do Fórum de Ciência e Tecnologia (C&T) a Condsef foi, nesta sexta-feira, ao Ministério do Planejamento solicitar esclarecimentos e buscar alterações na minuta extra-oficiai da regulamentação de gratificações de qualificação (GQ´s) de pelo menos nove setores de sua base. Sobre o conteúdo da minuta, o secretário de Relações do Trabalho (SRT), Sérgio Mendonça, disse que agora cabe à Casa Civil decidir sobre qualquer alteração no texto e que acredita que não deve haver mudanças significativas no Decreto que seguirá para publicação. Apesar de essas categorias estarem aguardando há mais de quatro anos a regulamentação de suas GQ´s, acumulando prejuízos, o Planejamento reafirmou que não haverá retroatividade no pagamento das gratificações e que as regras estabelecidas no Decreto passam a valer a partir de janeiro de 2013.
Questionado sobre a regulamentação de novas GQ´s previstas no projeto de lei (PL) 4369/12, o Planejamento informou que um novo decreto deve ser publicado para este fim. A SRT acrescentou que a expectativa é de que a regulamentação não demore a ocorrer e seja efetivada logo depois que o PL for aprovado. A Condsef também cobrou agilidade na busca pela criação de GQ´s em setores de sua base que ainda não possuem. O tema está entre os itens assegurados em termo de acordo firmado em agosto entre Condsef e governo. Este e outros itens serão tratados em grupos de trabalho (GT´s) de 22 setores que firmaram acordo este ano. Cada GT deverá discutir um tema firmado em acordo. O Planejamento prevê o início das reuniões desses grupos a partir do dia 15 de janeiro. A expectativa é de que no início do ano a SRT informe as agendas de reunião desses grupos. Ainda nesta sexta a Condsef participa de outra reunião no Planejamento para discutir gratificação (Gacen) de servidores do Ministério da Saúde e Funasa. O encontro está previsto para as 18 horas. As informações desta reunião você confere na segunda-feira aqui em nosso site. Condsef.

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