O Deputado Federal William Dib (PSDB) rebateu o prefeito de São Bernardo, Luiz
Marinho (PT), que declarou semana passada que a formação do núcleo sindical do
PSDB é uma alternativa para a legenda não ser extinta.Na ótica do tucano, os
trabalhadores não têm voz no governo do PT e, por isso, segmentos da sociedade,
como as centrais sindicais, procuram outros canais para se comunicar. "Os
sindicatos não têm mais resposta via PT, por que as forças que congregam as
centrais foram alienadas pelo governo", analisou Dib.O parlamentar
menciona as reformas trabalhista e sindical, tramitando há nove anos em
Brasília sem avanço. "As pessoas querem fazer alguma coisa via sindicato,
mostrar suas reivindicações. A sociedade está buscando outro canal e o PSDB
está sendo surpreendido por essa adesão."
O núcleo sindical tucano será oficializado sexta-feira, durante
congresso nacional do partido em São Paulo. No Grande ABC o bloco foi
referendado semana passada, em Diadema. A ala visa aproximar a legenda dos
sindicatos. O objetivo do grupo é lançar 322 candidatos a prefeito, vice ou
vereador no Brasil em 2012, além de eleger deputados estaduais e federais em
2014.
Forjado
no chão das fábricas do Grande ABC, o PT conta com o apoio de centrais
sindicais importantes como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força
Sindical. Na capital federal, PTB e PDT, que defendem a bandeira do
trabalhismo, estão na base da presidente Dilma Rousseff (PT).
Para o
deputado federal Vanderlei Siraque (PT-Santo André) todos os segmentos da
sociedade são ouvidos pelo governo petista. "Antes o partido era mais
radical. Agora todos têm espaço", avalia. Os parlamentar Vicente Paulo da
Silva, o Vicentinho (PT-São Bernardo) não quis comentar o assunto. Já José de
Filippi Júnior (PT-Diadema) não retornou os contatos da equipe do Diário.
Caso
Demóstenes - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) articulada no Congresso
para investigar a ligação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com deputados e
senadores, entre eles Demóstenes Torres (sem partido) tem movimentado a opinião
pública.
Para
ser protocolada, contou com a adesão 67 senadores e 340 deputados, inclusive do
PT, que se mobilizou para colher assinaturas em meio aos comentários de que o
partido poderia tentar abafar o caso para proteger parlamentares citados nas
conversas de Carlinhos Cachoeira.
A
posição do PT em querer investigar o caso é apontada por muitos como um
contra-ataque que o partido sofreu durante as investigações do Mensalão -
suposto esquema de compra de voto de parlamentares no governo do então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - em 2005. "Pode ser que eles
possam aproveitar para dar um troco, não sei", considerou Dib.
Para
Siraque, a investigação do caso Demóstenes não se assemelha ao Mensalão.
"Isso foi há muito tempo. O Congresso fará essa investigação de forma
suprapartidária, como qualquer outra", disse o petista.
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