sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aprovação relâmpago de reajuste para parlamentares, ministros e presidente repercute mal entre servidores


Há um clima de revolta entre os servidores federais. A razão está na aprovação relâmpago que ocorreu no Congresso Nacional nesta quarta-feira garantindo reajustes salariais a parlamentares, ministros e presidente da República. Ainda não se sabe exatamente qual será o impacto orçamentário da medida que está sendo questionada já que os anúncios da equipe econômica da presidente eleita, Dilma Rousseff, davam conta de que não havia qualquer possibilidade de conceder reajustes aos servidores para o próximo ano. A Condsef quer buscar uma explicação sobre os critérios utilizados pelo governo para a concessão de reajustes. A entidade questiona ainda o fato de os servidores do Executivo serem apontados como responsáveis pelo desequilíbrio nas contas públicas quando não são eles quem tem seus salários reajustados freqüentemente.
A Condsef não questiona o mérito do reajuste e sim o fato de não haver coerência no discurso promovido pela equipe econômica que aponta a necessidade de cortes nos gastos públicos. A entidade vai seguir defendendo com veemência a derrubada definitiva do PLP 549/09 que está tramitando no Congresso Nacional e propõe limites a investimentos públicos pelos próximos dez anos. Será cobrado também o envio urgente de projeto de lei (PL) com uma série de acordos negociados com setores da base, mas ainda pendentes.
Em julho deste ano o ministro Paulo Bernardo chegou a mencionar a abertura de uma “janela legislativa” que garantiria o envio desse projeto. No entanto, até agora nenhuma providência foi tomada. “Esperamos que nossas pendências sejam solucionadas com a mesma eficiência e rapidez com que foi aprovado esse reajuste salarial a parlamentares, ministros e presidente”, declarou Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef.
Fonte: Condsef

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